quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O amigo e o plural.


O jeito que me olha quando Aquele chega.
Aquele, que fez teu coração exigir sua atenção,
como um louco desvairado ao centro da praça,
da sua camisa roxa de botões aveludados.
O jeito que me olha...
Me faz te perdoar por ter que ouvir amanhã no café puro,
teus recorrentes lamentos ao permitir que Esse...(já ferida carimbada e cicatrizada nas tuas clavículas)
Te ferisse por mais uma noitada.
O jeito que ri de marejar sem pranto
que criam felizes poças cristalinas,
por onde pulas as meninas dos teus olhos...
Que as transmutam o vestido de cor,
de escura madrugada,
à lapso de azul turquesa entardecer.
O jeito que ri...
Me faz lobotomizar de todos os foscos,
toscos, tolos, e insossos momentos, que a vida vira em lama
e não pulam por nada as meninas minhas.
O jeito como parte e fica,
como se fosse intransponível Ser.
Me fez amanhecer.
_
Nessa vida também.

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