Olha o céu, se não fosse por essas nuvens carregadas, ele estaria azul, limpinho como minha alma em dias de calmaria. Olha, hoje o dia não está calmo, são as nuvens carregadas, é a vida de uns que está pesada, são meus braços finos que não conseguem carregar todo esse peso sozinha. Mas tudo bem, tudo bem...
Olha a eternidade não é nada, e amanhã de certo passa. Eu confio no tempo como enfermeiro, ele as vezes faz compressas com gazes em certos ferimentos, ele as vezes cura tudo. Ele as vezes tenta e não dá em nada, ai então eu confio em mim.
Olha eu sei que as coisas nem sempre andam bem, as coisas já estão velhinhas, dói o joelho das coisas, ai você tem que pegar na mão, ou no colo e atravessar as ruas com ela, porque foram as coisas que te ensinaram o que é a vida, o que é respeito, mas se você não aprendeu, quem sou eu...?
Mas...
Olha eu tenho um amigo pra te apresentar, que sempre que posso colo nele, ou ele cola em mim, não lembro seu sobrenome porque ele não se importa, talvez seja Grande, ou Singelo, não recordo mesmo, mas não tem importância, seu primeiro nome é lindo, é Sorrisso. E eu tenho ele como meu amigo, acho que ele pode te ajudar a enfrentar tudo.
Olha o céu, tá se abrindo um azulão... Acho que até vem sol por ai... Meu amigo sorriso tá aqui batendo a porta, eu vou abrir (...)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
...
Eu mergulhei profundamente, como se possuísse o fôlego daqueles todos que o perderam em meus pulmões,.Eu deixei que a superfície me esperasse com brilho nos olhos, o coração da superfície apertado á minha falta.
Eu sentia pouca falta do sólido. No agora desses dias, eu queria coisas líquidas, penetráveis... Então o fundo do mar, os peixes, as cores (...)
Sentia as rugas moles em meus dedos, como se a pele toda fosse cair, sentia as pernas colarem, e as articulações mudarem, nenhum medo, não era preciso. Braços e pernas virando nadadeiras, e eu virando um ser do mar, um ser que não era de lá antes, meu fôlego agora, infindável nesse lugar.
Eu devia me sentir em casa, eu devia... Mas, agora quero voar
Eu sentia pouca falta do sólido. No agora desses dias, eu queria coisas líquidas, penetráveis... Então o fundo do mar, os peixes, as cores (...)
Sentia as rugas moles em meus dedos, como se a pele toda fosse cair, sentia as pernas colarem, e as articulações mudarem, nenhum medo, não era preciso. Braços e pernas virando nadadeiras, e eu virando um ser do mar, um ser que não era de lá antes, meu fôlego agora, infindável nesse lugar.
Eu devia me sentir em casa, eu devia... Mas, agora quero voar
domingo, 30 de outubro de 2011
Latente.
Eu não choro há muitos dias, eu teria motives pra chorar se continuasse somando as coisas leves, agrupando elas em montinhos até que obtivessem peso, até que pinguinhos de lágrimas começassem a escorrer lentamente do canto do meu olho até o canto da minha boca, e eu me escondesse num cantinho toda auto-piedosa, toda melindrosa, e como uma menininha que foi mal interpretada ...Eu poderia.
Eu não choro há muitos dias, engulo a seco certas friezas, me inflama a garganta ai eu fumo um cigarro, e dou uma gargalhada, porque eu posso ser dissimulada e meticulosa, visto essas defensivas como roupas novas, te encanta?
Eu não choro mais, penso que logo meu nervos vão expelir do tanto que incham em certos momentos, e as lagrimas esvaecem ainda dentro, nenhum sinal de fraqueza, até as pernas que não jogo pro alto, enfio no salto, me agüentem, eu faço isso a vinte e tantos anos, e não me canso.
Eu não choro há muitos dias, e isso faz com que eu pense demais, eu repito que penso demais porque me cansa certos pensamentos, e outros me assustam, eu me assusto, e controlo certos sussurros, pensar alto me postariam ao lado do marques de Sade em uma jaulinha para perversos, ou pervertidos, eu não choro nem mais tanto por libido.
Eu não choro mais, mas por favor não insista, não há segurança que persista a tantos desencontros.
Eu não choro há muitos dias, engulo a seco certas friezas, me inflama a garganta ai eu fumo um cigarro, e dou uma gargalhada, porque eu posso ser dissimulada e meticulosa, visto essas defensivas como roupas novas, te encanta?
Eu não choro mais, penso que logo meu nervos vão expelir do tanto que incham em certos momentos, e as lagrimas esvaecem ainda dentro, nenhum sinal de fraqueza, até as pernas que não jogo pro alto, enfio no salto, me agüentem, eu faço isso a vinte e tantos anos, e não me canso.
Eu não choro há muitos dias, e isso faz com que eu pense demais, eu repito que penso demais porque me cansa certos pensamentos, e outros me assustam, eu me assusto, e controlo certos sussurros, pensar alto me postariam ao lado do marques de Sade em uma jaulinha para perversos, ou pervertidos, eu não choro nem mais tanto por libido.
Eu não choro mais, mas por favor não insista, não há segurança que persista a tantos desencontros.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
...
Victor tomou como insistência, pensar que depois de tudo ainda pode me falar das coisas, ou que tem muitas coisas para me falar ainda, ele insiste em santificar uma afeição morta, e eu também, por dentro, envergonhada disso.
(Victor nunca saberá.)
Dois necromantes de sentimentos que somos, evocando aquilo que já está fecundando em outro plano, apenas porque um dia foi belo, um dia foi bom, uns dias nos completou como almoço de domingo.
(Victor não saberia, pois almoça sozinho.)
Evito pensar o quanto isso faz mal, como o moinho evita a água que passou. Evito pensar que posso lhe falar coisas, evito pensar nas tantas que ele precisava ouvir, e que talvez o fizessem crescer ou sucumbir.
Pois eu venho sucumbindo, quando ele fala das cores dos pássaros naquele verão, da cor que tinha o cheiro que eu emanava. Eu venho sucumbindo quando Victor se ilude me iludindo.
Victor querido, não volta a ser algo, o que virou nada.
(Victor nunca acredita em mim.)
(Victor nunca saberá.)
Dois necromantes de sentimentos que somos, evocando aquilo que já está fecundando em outro plano, apenas porque um dia foi belo, um dia foi bom, uns dias nos completou como almoço de domingo.
(Victor não saberia, pois almoça sozinho.)
Evito pensar o quanto isso faz mal, como o moinho evita a água que passou. Evito pensar que posso lhe falar coisas, evito pensar nas tantas que ele precisava ouvir, e que talvez o fizessem crescer ou sucumbir.
Pois eu venho sucumbindo, quando ele fala das cores dos pássaros naquele verão, da cor que tinha o cheiro que eu emanava. Eu venho sucumbindo quando Victor se ilude me iludindo.
Victor querido, não volta a ser algo, o que virou nada.
(Victor nunca acredita em mim.)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Meu amor, essa é a última oração
Que você me sirva de inspiração, com todo o meu desprezo e com toda minha tietagem que revezadas me invadem, e que disfarçadas de menores te tocam. Que você seja meu impulso e meu freio... Um conselho subconsciente para os consentimentos e negações que a vida vai me propor.
Que eu te sirva dentro de alguma forma, da forma como tu serves nos meus cobertores, e eu nas suas roupas, ou da forma que crê que eu possa vir a servir. Que nossos jogos nos brinquem menos do que brincamos com eles... E que como todo brinquedo, um dia possamos vir a enjoar deles.
Que a vida se enamore de nós,e que apaixonadamente nos sirva todos os dias de beijos
Que eu te sirva dentro de alguma forma, da forma como tu serves nos meus cobertores, e eu nas suas roupas, ou da forma que crê que eu possa vir a servir. Que nossos jogos nos brinquem menos do que brincamos com eles... E que como todo brinquedo, um dia possamos vir a enjoar deles.
Que a vida se enamore de nós,e que apaixonadamente nos sirva todos os dias de beijos
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
(...)
Não sou enganada, não dessa forma onde posso ser vista com penalidade.
Permito me enganar, como se estivesse na minha lista de exercícios do dia. Até onde suporto? Até onde você é capaz de ir?
Por tantas vezes penso, que a cada dia que passa podemos mais. Mas há dias que mesmo com um sol e uma brisa leve, que daria forças á muita gente, eu me encontro pedindo mentalmente um basta, inconscientemente uma trégua á mim mesma, dessa minha farsa de cabisbaixa quando meu pescoço quer subir como uma girrafa.
Hoje escrevo pra escorrer mais uma vez, escrevo para evitar o soco na face, que eu daria, em troca do soco no estômago que recebi de ti, ao te descobrir nas suas entrelinhas, novamente.
Escrevo pra te pedir que aprenda a me enganar melhor. Te descobrir esfria meus pés uma noite inteira.
Permito me enganar, como se estivesse na minha lista de exercícios do dia. Até onde suporto? Até onde você é capaz de ir?
Por tantas vezes penso, que a cada dia que passa podemos mais. Mas há dias que mesmo com um sol e uma brisa leve, que daria forças á muita gente, eu me encontro pedindo mentalmente um basta, inconscientemente uma trégua á mim mesma, dessa minha farsa de cabisbaixa quando meu pescoço quer subir como uma girrafa.
Hoje escrevo pra escorrer mais uma vez, escrevo para evitar o soco na face, que eu daria, em troca do soco no estômago que recebi de ti, ao te descobrir nas suas entrelinhas, novamente.
Escrevo pra te pedir que aprenda a me enganar melhor. Te descobrir esfria meus pés uma noite inteira.
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