sexta-feira, 4 de maio de 2012

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Esse grito interno é um desacato, á tudo que na vida ditavam como incerto, esse grito tem difamado. Essa vivência é sacrilégio, açoitando os pensamentos,ponderando, pondo rédeas em cavalo alado. Essa vivência é o senhor militar, sim senhor! Justo no limiar da vida ,já está plantado o limitar, e eu queria gritar em um descampado. Sou acusada de adultério mental, ponham-me nas masmorras, abortei um pensamento que poderia ser filho pródigo. Renunciei um sorriso pela metade por uma semana de sorrisos que davam a volta na minha face, e depois o nada. O nada vem cortejando a existência dessa moça impura, o nada faz juras de amor no meu sono, me prometendo descampados enormes, e muita voz. Agudos capazes de quebrar todos os vidros. Pra dor que carrego, o nada é tentador. Senhor alinhado, com cheiro de vento. Esse grito interno, perdura a semana toda como sopros no coração, auto decepção, esse grito tem febre, ferve, vira líquido e escorre pelos olhos ainda de manhã na sexta feira. Dia deser feliz dizem por aqui. Felicidade que eu propus em casamento, antes mesmo de eu saber o que era um. Nunca me aceitou, mas dorme na minha casa ás vezes. Felicidade me bolina e vai embora, nunca permanece, e ai começam os sopros, e uma nova semana...

terça-feira, 17 de abril de 2012

acordando cansada, reclamando parada, frases sobre o nada.

O último cigarro do dia está na metade e ainda é manhã, apesar de eu ter pensado que poderia dormir ela inteira e guardar o cigarro pra tarde, o tempo nos arranca as cobertas em dias frios, sem nenhuma cautela com o arrepio da pele. O dia está gritando como uma criança mal educada, ou uma mãe que pensa que o agudo da voz é educar. Eu só sei ser filha, então tenho que assumir um posto de quem não sabe de nada ainda, e eu nem sei se sei. Os dias voltaram a ser iguais em algumas partes, o ócio voltou a pendurar-se nos ponteiros do relógio, e o não saber o que fazer de si, voltou a brincar de ciranda na minha cabeça congestionada de sinusite. Meu mal psicológico sobrepuja meus males físicos, eu sou o próprio mal do meu século em duas décadas e uns anos, mesmo me fazendo bem em algumas horas do dia. Eu tento com todas as forças me reerguer das palavras duras que me direcionam, e outras que minha própria fala, me fala no espelho, algumas são verdades cortantes, e são essas as que mais doem, talvez só essas são as que doem. Falo essas coisas que aqui escrevo, porque preciso que saiam de mim, preciso de sol, e acho que vai chover, preciso me ocupar de alguma coisa, Lúcifer tem feito almoço e janta nos meus pensamentos, eu só quero parar de ferver ...

sábado, 7 de abril de 2012

só pra falar...

Amanhece o dia ao som de the kinks – you really got me, e eu queria ter uma bicicleta e pedalar até a tua rua, como canta uma outra música...
Eu me sinto forte, mesmo dobrando o braço e não vendo músculo algum subir, tenho aquela força interior que eu pensava ter se esvaído com a minha má alimentação das horas, mas não, ela tá aqui, pulsante nas veias, tenho vontade de pular, então eu pulo.
Vejo aquela outra menina girando o alfinete entre os dedos, e penso na minha casca grossa, por trás da pele fina que já começa a arrepiar nessas amostras grátis de inverno, vejo ela que não me atinge mais com as teorias de mudança... Ela só levou umas malas, e eu trouxe umas de volta, eu quero que sejamos felizes, e ah, se ela visse como meu sorriso não dói mais os cantos da minha boca.
As águas de março já passaram, depois de muito tempo paradas, agora sinto cheiro agridoce de Áries nos astros, aquele cheiro inebriante que me perseguiu tanto tempo, mudando rostos, relendo horóscopos, tentando febrilmente entender porque minha pele se estendia como tapete, pra que esse cheiro me pisasse. Mas não me dói mais Áries, agora a lua tá girando pra mim, e o sol me irradia. Eu sou o rei da minha floresta novamente.
Eu tenho um canto agora, não de voz, de refúgio. Eu tenho onde me esconder se começar a chover no meu telhado, eu tenho fios de cabelos que não são meus, enroscados em todas as blusas que eu ainda não lavei, tem um cheiro que é doce como tem sido os dias, eu to aprendendo a dedilhar uma música de agradecimento, cansei de dar vazão as dores ( minha ex mulher) quando ela me reclama um pouco de compaixão, eu ligo a televisão pra que ela se distraia com besteiras como as que ela sopra no meu ouvido, a dor dorme com a TV ligada, e eu saio com a felicidade de mãos dadas pela rua, a dor há de superar nosso término depois de tantos anos juntas, ela também sempre se mostrou forte pra mim.
Dance dance dance- lykke li , e eu queria ter uma bicicleta e pedalar até a tua rua, como canta outra música.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Carta de novo.

Tem um movimento que faz os cílios, que eu não mirei em olho algum, mas que abre um filete da minha boca para que o ar entre mais rápido, cada vez que move em ti.
Tem um arrepio que provoca minha espinha, de uma forma que eu desconhecia existir... Tem coisas sobre você , e o tempo do tempo, e a vida, e as coisas... Que ainda não cabe a minha filosofia.
Então eu brinco de juntar vocês todos em uma panela de pressão, pra que estejamos todos no mesmo ritmo de fervura, ao menos... Conexão de coisas que borbulham sempre me encantou muito.
Como se atadas ao fio de pele, entre dois universos de giros contraditórios... Pequeno gancho que se prendeu, enquanto brincávamos de passear-nos aos arredores.
Tenho um suspiro pra te presentear e um passe de liberdade pra tuas mãos, eu tenho sempre a esperança do repasse, então eu passo ai todos os dias... Com fome do cheiro teu, e do que a gente deixa no ar.
Tem o brilho que cintila no teu olho que move.Tem muitos dias pela frente, e uma noite em claro nos teus quadris... Me fazendo dançar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

des-abafo.

Olha o céu, se não fosse por essas nuvens carregadas, ele estaria azul, limpinho como minha alma em dias de calmaria. Olha, hoje o dia não está calmo, são as nuvens carregadas, é a vida de uns que está pesada, são meus braços finos que não conseguem carregar todo esse peso sozinha. Mas tudo bem, tudo bem...
Olha a eternidade não é nada, e amanhã de certo passa. Eu confio no tempo como enfermeiro, ele as vezes faz compressas com gazes em certos ferimentos, ele as vezes cura tudo. Ele as vezes tenta e não dá em nada, ai então eu confio em mim.
Olha eu sei que as coisas nem sempre andam bem, as coisas já estão velhinhas, dói o joelho das coisas, ai você tem que pegar na mão, ou no colo e atravessar as ruas com ela, porque foram as coisas que te ensinaram o que é a vida, o que é respeito, mas se você não aprendeu, quem sou eu...?
Mas...
Olha eu tenho um amigo pra te apresentar, que sempre que posso colo nele, ou ele cola em mim, não lembro seu sobrenome porque ele não se importa, talvez seja Grande, ou Singelo, não recordo mesmo, mas não tem importância, seu primeiro nome é lindo, é Sorrisso. E eu tenho ele como meu amigo, acho que ele pode te ajudar a enfrentar tudo.
Olha o céu, tá se abrindo um azulão... Acho que até vem sol por ai... Meu amigo sorriso tá aqui batendo a porta, eu vou abrir (...)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

...

Eu mergulhei profundamente, como se possuísse o fôlego daqueles todos que o perderam em meus pulmões,.Eu deixei que a superfície me esperasse com brilho nos olhos, o coração da superfície apertado á minha falta.
Eu sentia pouca falta do sólido. No agora desses dias, eu queria coisas líquidas, penetráveis... Então o fundo do mar, os peixes, as cores (...)

Sentia as rugas moles em meus dedos, como se a pele toda fosse cair, sentia as pernas colarem, e as articulações mudarem, nenhum medo, não era preciso. Braços e pernas virando nadadeiras, e eu virando um ser do mar, um ser que não era de lá antes, meu fôlego agora, infindável nesse lugar.

Eu devia me sentir em casa, eu devia... Mas, agora quero voar
Devia ser usado como costume, como perfume, ser cultuado e cultural... O pensar antes de falar. Evitaria muitos sopros e outros tipos de buraquinhos no coração